Next Stage for Hiking Mountain...

Next Stage for Hiking Mountain...
Next Stage For Hiking, Mountain...

domingo, 23 de abril de 2017

Trilho pela Serra do Gerês – Vale Teixeira – Alto Borrageiro – Prado Rocalva- Prado Vidoirinho – Poço Azul e Arado.



Há muito estava programada este trilho pela magnífica Serra do Gerês, Miguel e eu já tínhamos uma ideia que seria para o Equinócio da Primavera, mas dada a falta de tempo por parte profissional foi-se adiando até agora. Foi o momento de libertar as nossas almas “selvagens” dos edifícios e do caos da cidade.  

Chegada ao Arado e mochilas às costas Iniciamos o trilho nas primeiras horas da manhã, o tempo está óptimo para um dia típico de uma Primavera quente, subimos pela escadaria desarranjada para o miradouro da Cascata do Arado com a altitude de 740m, estávamos nos primeiros quilómetros do nosso trilho, temos percorrer 7km até à cota máxima de altitude 1430m numa extensão de 17,5km em circular, entre Vales, Prados, Currais,Poço Azul e por fim Arado.
 Aqui tiradas as fotos à mítica Cascata do Arado, subimos pelo trilho de terra e pedra solta, á medida que vamos subindo vai mudando a paisagem, para trás fica a vista para a Ponte do Arado e Rio Arado a desaparecer entre as montanhas para lá da Ermida, percorridos 700m o trilho divide para o Curral da Giesteira e para o Vale Teixeira.

Continuamos pela rocha maciça para o Vale Teixeira com o Rio da Teixeira á nossa esquerda, avistamos a lagoa Olímpica (referida no meu mapa) ao fundo após uma grande queda de água Ribeira da Lomba , enquanto subimos para entrar no Vale Teixeira.

Chegamos ao ponto que entramos no Vale Teixeira e deixamos a paisagem do Arado, aqui agrupamos para todos vissem ao mesmo tempo o que a minha mente viu pela primeira vez quando fiz este passo de montanha. Todos nós ficamos surpreendidos pela magnitude do Vale e com os tons da primavera, as Urzes florarem de tons rosa e as Maias de amarelo dão o toque surreal a paisagem.

Entre fotos e observação das duas paisagens montanhosas de ambos lados, chegamos ao Curral da Teixeira e a sua cabana, aqui paramos para almoçar e descansar um pouco para o que vem. Enquanto preparávamos o reforço aparece um grupo animado de pessoas que vinham de Leonte em direcção ao Arado, cruzamos dois dedos de conversa que ficaram admirados com a nossa rota e o questionável tempo que levaríamos a termina-la.

Barrigas cheias e mochilas mais leves abandonamos a cabana para outros montanheiros Espanhóis que ali iam também fazer o seu almoço. Rumamos em direcção ao Curral do Cambalhão, o Sol já está no ponto alto e já que nos faz transpirar e sentir a queimar no pescoço, chagada ao Curral do Cambalhão a paragem foi curta pois temos uma subida acentuada até ao Borrageiro (1430m).


Chegada ao Cume do Borrageiro, as nossas respirações afagantes da difícil subida carregamos energias e com uma vista panorâmica das serras que envolventes já mencionadas “vale do Cávado, as serras da Cabreira, de Fafe Basto, Amarela, do Soajo, da Peneda, do Larouco, do Facho, do Barroso e ao longe as serras do Marão, do Alvão, e do Corno de Bico, Nevosa desta serra do Gerês”.

A partir deste ponto alto o nosso trilho não tem mais estas extensões subidas ingremes, descemos para o Prado da Rocalva, durante a descida pelo trilho sinalizado com mariolas, aparece os dois pontos altos deste trilho (para mim), Roca Negra ao nosso lado esquerdo que o seu cume está a 1386m, á direita Rocalva que o seu cume nos 1365m e entre estes dois grandes guardiões adormecidos encontra-se o Prado Rocalva com a cabana ao fundo.

Na cabana da Rocalva pousamos as mochilas para aliviar um pouco as costas, aproveitamos para reabastecer os cantis de água fresca da fonte e lanchar, pois já as energias já estavam nas reservas. Conversamos sobre a rota a tomar, pelo Cando ou pelo Prado Vidoirinho, pois seguíamos um trilho no GPS (já realizada por mim), ou alternativa nova para mim e para todos nós, esta rota tem ser lida pelo mapa do GPS e seguir as Mariolas até margens do rio Conho.

Tudo apostos para continuar a jornada, avançamos para o Prado Vidoirinho que fica a 550 metros de distância, trilho bem sinalizado por mariolas e o trilho é bom de caminhar, a vista sobre o prado é linda. Aqui nem paramos, foi só para as fotos e seguir, pois o tempo agora está em contagem decrescente, falta pouco mais de 2h30m para a luz solar desaparecer.







Ao olhar para o Prado do ponto mais afastado, avistamos a majestosa Rocalva do lado “SE”, é uma perspectiva diferente do lado “O”. Á nossa direita tem uma vista panorâmica sobre escarpa do Vale do Conho com outro ponto alto de referência Cutelo de Pias que tem uma elevação de 1262m, esta será vista durante a maior parte da nossa caminhada pela descida bem acentuada dos 1150m até 900m até chegar às margens do rio Conho.

Caminhamos sempre pela margem do rio Conho até chegar ao Poço Azul, o trilho é bem agradável e mais refrescante, pois o Sol já se está a pôr e os raios de Sol laranjados só chegam aos cumes destas serras, a frescura do rio durante este percurso é confortante e rapidamente chegamos ao Poço Azul, era bom poder dar um mergulho nesta águas frias mas o tempo não permite e só dá para descansar um pouco as pernas da descida e contemplar com fotos desta água de cor esmeralda.


Voltamos ao trilho e seguimos em direcção ao Arado Ponto de onde iniciamos esta aventura, passamos pela Ponte Cervas e subimos à Tribela, aqui o trilho é feito por estradão que vamos passando pelos Currais de Portos e Malhadoura em mais 1.5Km estamos de regresso.

Foi um Trilho com uma duração 10H com 17.5Km de extensão e um acumulado de 1090m.


Informação do Trilho: Não Sinalizado
Dificuldade: Moderado
Equipamento GPS : Garmin eTrex20

Companheiros: Álvaro Rego Pinto / Miguel Moreira / Ana C. Sousa / Adriano Sousa.

domingo, 9 de abril de 2017

Mosteiro de São Pedro de Cête - Vista Nocturna


Mosteiro de São Pedro de Cête 

Uma visita diferente com amigos, a noite está limpa e um luar esplêndido, falta só um lugar místico, então a ideia de percorrer os Mosteiros da Rota do Românico do Vale de Sousa.
Claustro do Mosteiro de Cête
Nave do Mosteiro de Cête

Da primitiva igreja românica, possivelmente da segunda metade do século XII, conservam-se algumas pedras decoradas, o portal do claustro e a parte inferior dos muros de grande parte da nave. A torre ameada e o possante botaréu que ladeia o pórtico sublinham o caráter defensivo da sua construção(Fonte Rota do Românico)A "nave única com planta longitudinal e capela-mor de dois tramos de remate semicircular e frontispício em empena, normalmente considerada como românica, embora classificada por Almeida como gótica, visto resultar de uma reconstrução do séc. XIV."(Fonte Rota do Românico)O Mosteiro de São Pedro de Cête está integrado nos monumentos da Rota do Românico, aqui está sepultado o nobre D. Gonçalo Oveques que viveu nos 925 a 985 do século XI  foi o fundador do Mosteiro, nesta terra lutou ao lado do Lidador Gonçalo Maia, amigo de D. Afonso Henriques .
Pintura mural do Mosteiro de Cête



Túmulo Abade D. Estevão Anes

Também neste Mosteiro está o túmulo Abade D. Estevão Anes o responsável pelas obras de reforma do Mosteiro no período 1278 até ao seu falecimento de 1323.
Escritas antigas
Na época o mosteiro sofreu vários ataques por parte dos muçulmanos e normandos, que se vê ainda hoje a presença de estruturas defensivas nos arredores do Vale do Sousa.Da primitiva igreja românica, possivelmente da segunda metade do século XII, conservam-se algumas pedras decoradas, o portal do claustro e a parte inferior dos muros de grande parte da nave. A torre ameada e o possante botaréu que ladeia o pórtico sublinham o caráter defensivo da sua construção.
Cête 09 de Abril de 2017Álvaro Rego Pinto com Miguel Moreira e Rui Moreira

sábado, 7 de janeiro de 2017

Pela Montanha de Pena Suar - Serra do Marão

Montanha Pena Suar -  Altitude: 1239 metros

Pena Suar é uma montanha localizada na serra do Marão entre os concelhos de Amarante e Vila Real. A cotas mais baixas prolonga-se também para a parte mais a sul do concelho de Mondim de Basto.
 O Miradouro situado no ponto mais alto dentro do Parque Eólico de Pena Suar.

Montanha Pena Suar

Casa das Minas Monte Figueira
Parque de Lazer da Lameira

Vista da Montanha Pena Suar para Sul


Antigas Casas das Monte Figueira

Informação do Trilho: Não Sinalizado
Dificuldade: Moderado
Pela Montanha da Pena Suar - Serra do Marão

Companheiros: Álvaro Rego Pinto, Bruno Silva e Helena Rangel.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Trilho Pincães às Lagoas do Marinho


O trilho tem início na aldeia rural de Pincães, freguesia de Cabril, em Montalegre, era um dos poucos lugares onde a produção de azeite fazia parte das actividades agrícolas anuais. Os meses de Dezembro e Janeiro eram dedicados à apanha e transformação de azeitona, este processo de fabrico do azeite de forma tradicional, está integrada na área de ambiente rural do Parque Nacional Peneda Gerês.

Tudo preparado, mochilas às costas, começamos a caminhar pelo caminho de paralelos que pouco mais à frente fica em terra batida aqui o caminho é regular mas tem a sua acentuada subida que nos faz logo aquecer o corpo e acelerar a respiração neste dia frio de Dezembro.
Á medida que ascendíamos na montanha a paisagem montanhosa revela-se cada vez mais mítica com as nuvens escuras que esconde o Sol e outras deixam espapar uns raios que radiam por pouco tempo o vale do rio Cavado.

Caminhamos pelo planalto em direcção (N) por 1,5km que dá para baixar o ritmo cardíaco da subida anterior, mas por pouco tempo, pois voltamos á subida, agora por trilhos dos pastores guiados pelas mariolas entre grandes penedos, prados e pelos Garranos que desta vez deixaram-nos fotografar, neste percurso caminhamos 4km dos 710m de altitude para os 1160m até ao planalto onde se encontra as Lagoas do Marinho.

Chegada às lagoas do Marinho, aqui sentimos mais o frio, pois o céu está coberto de nuvens negras, é um local ventoso que nos arrefece rapidamente que nos obriga logo a caminhar, pela passagem pela lagoa de águas gélidas temos uma linda imagem da lagoa e ao fundo a alta Serra do Gerês, tem manchas brancas da neve acumulada do último nevão, que o nevoeiro esconde na maior parte do tempo que tentamos fotografar. Com as mãos geladas e já com alguma fome seguimos o caminho entre prados verdes até à Cabana do Penedão.

Ao chegar à cabana fomos recebidos por dois montanhistas e os seus fiéis cães, estavam a finalizar o almoço, em termo de conversa conta-nos a suas aventuras, tinham lá pernoitado de uma caminhada pelo Curral da Lamalonga de dois dias e tem de regressar a aldeia de Xertelo antes do anoitecer, foi uma rápida conversa que logo se puseram a caminhar com as suas grandes mochilas.

Ficamos nós sozinhos na cabana, os queimadores a ferver a todo gás com as marmitas para aquecer as refeições pois o corpo já necessita desse calor e aconchegar estômago. O espaço envolvente da cabana é linda e confortável e aconchegante, desde a lareira, a grande mesa às cadeiras, posso dizer que nunca comi tão confortável na montanha. Enquanto comemos olhamos lá para fora através da janela de madeira, observamos o vento gélido que sopra por vezes forte, nós ali a desfrutar o café quentinho a finalizar o tempo que nos resta, pois não é muito para voltarmos ao caminho após de limpar e juntar tudo para nada ficar para trás.


Seguimos o caminho de volta, deixamos para trás a cabana enquanto subimos a serra pelo estradão, daqui vê-se como é um local bonito de contemplar os prados a Lagoa e cabana ao fundo deste quadro paisagístico. Aqui a neve resiste nos pontos mais sombrios da montanha, o frio permanente faz que lá se mantenha firme.

Estamos a 1200m é o ponto mais alto desta caminhada, a partir daqui vamos descer até à cota inicial dos 500m, mas até lá falta percorrer mais de 12km nesta bela montanha. O trilho é de pé posto e por vezes em corta mato, pois não há caminho definido, vamos orientados pelo GPS e por algumas pequenas mariolas que vão marcando pontos na passagem.

No miradouro das Portas do Abelheiro avistamos as aldeias de Xertelo, Azevedo e Lapela que estão raiadas pelo fraco sol. Descemos e subimos pequenas serras passando pelo “Fojo do Lobo” ou “Fojo do Sobreiro, sempre a caminhar em conta relógio do sol que não pára de descer no horizonte, a caminhada aqui não está a render o pôr-do-sol pois é uma escarpa e as passadas tem de ser bem calculada para não haver nada mal.
 Ao passarmos por Silha do Muro os nossos GPS indicam 5 minutos de luz solar, parámos, e toca a preparar as lanternas para o crepúsculo que se avizinha, em pouco minutos recebemos primeiras companhias do céu ao escurecer, a Lua e Vénus lado a lado.


Preparados para noite, avançamos e nos guiamos pelo trilho registado no GPS, é a única maneira de seguirmos o trilho aqui já não fugimos à rota para explorar, pois ainda faltam 2km e pleno mato da serra, atravessar os ribeiros com os bastões a fazer de guias, ao olharmos um para os outros só vemos os pontos brancos das lanternas, na chegada ao caminho florestal de início foi uma melhor progressão no terreno até chegar ao ponto de partida, mas até lá ainda nos alimentamos de uma boa árvore cheia de bons Medronhos que fez carregar as energias.


Um trilho que considero difícil nestas condições atmosféricas.
Álvaro Rego Pinto
PNPG – Pincães 04 de Dezembro de 2016

Detalhes do trilho para o GPS:
Informação do Trilho: Não Sinalizado
Dificuldade: Difícil
Equipamento GPS : Garmin eTrex20

Companheiros: Álvaro Rego Pinto e Maurício Lopes e Alexandra.         

domingo, 6 de novembro de 2016

A energia para continuar...


Nem sempre temos disponíveis todas energias que gostamos... temos de ir para as carregar.

Trilho Leonte aos Prados Vidoal, Alto do Borrageiro, Lomba Pau, Conho, Messe, Caveiros


Este trilho tem início na Casa do Guarda Florestal de Leonte, junto à estrada N308-1 na mata da Albergaria no Parque Nacional Peneda Gerês, que noutros tempos foram habitadas pela extinta profissão de Guarda Florestal, estes governantes que não viram interesse de guardar o que é mais importante, a Natureza Selvagem que tanto desprezamos. 

Parámos o carro no parque na Casa do Guarda de Leonte manhã cedo e começamos os preparativos para o trilho, está uns 5º celsius, o tempo vai manter frio e com períodos de aguaceiros e vento vindo de (N) e a possibilidade de queda de neve acima dos 1000 metros de altitude, bem esta é a previsão que temos para o dia e que para nós está muito boa, vai ser uma caminhada de 16,5Km com uma duração de 7:46H.

Mochila colocada às costas e tudo apostos marchamos deste vale frio e húmido para a montanha onde o Sol bate nos seus cumes, o caminho vai ser a subir dos 862m (Leonte) para os 1430m (Borrageiro) de altitude numa extensão de 4,5km, percorridos os 500 metros já sentimos o ar ofegante da subida, mantemos o ritmo para não arrefecer pois deste lado da montanha é mais sombrio e os musgos nas pedras dificultam a caminhada, só apanhamos o terreno mais plano e Sol ao Chegar ao primeiro deste trilho o Prado do Vidoal.

Prado do Vidoal com o seu pequeno abrigo feito em pedra granítica nos 1111m de altitude, que dá refúgio aos pastores e mesmo aos montanheiros que ali passam nos dias mais tempestuosos, repousamos um pouco para baixar o ritmo cardíaco e beber água, tiramos as fotos da bela paisagem e seguimos o nosso caminho, pois temos percorrido 1,5km e continuamos a subida pelo trilho marcado por mariolas a paisagem aqui marca a presença do Azevinho e dos Pinheiros-Silvestres até chegarmos a Freza.

Freza um local êxtase nos 1200m altitude, aqui se avista a (S) o fantástico Vale Teixeira e os dois Currais, eles Curral do Camalhão e da Teixeira, no fundo do Vale Teixeira estão os vários pequenos rios, rio Camalhão é pequeno que recebe as águas do rio Areeiro que depois passa para o rio da Teixeira e este vai até receber as águas do rio da Lomba, antes da Cascata do Arado onde passa a Rio Arado onde desagua no Rio Fafião e este vai desaguar ao Rio Cavado. O vento Forte e frio faz-se sentir nas orelhas e o nosso arrefecimento foi rápido e continuamos a subida mais acentuada por pedra solta e rochedos até Chã da Fonte.

Chã da Fonte um pequeno planalto que fizemos uma pequena pausa, pois temos percorrido 3,3km e estamos a 1280m de altitude, o tempo está negro para (N) para as Montanhas da Portela do homem já deve estar a chover, repostas as energias caminhamos para o alto do Borrageiro o trilho até lá e feito tipo alpinismo pelo maciço granítico que põe á prova os gémeos das pernas que por vezes temos de saltar de uma rocha para a outra até lá chegar.

Alto do cume do Borrageiro, nos 1430m de altitude é a 14ª mais alta de Portugal continental, fica para somar o registo a nossa conquista ao cume do Borrageiro, aqui está incrivelmente ventoso e frio arriscaria dizê-lo uns 3º Celsius fora a sensação térmica isso aí desceria para lá para os 0º Celsius, deste cume do Borrageiro podemos avistar a indescritível paisagem na qual podemos ver o vale do Cávado, as serras da Cabreira, de Fafe Basto, Amarela, do Soajo, da Peneda, do Larouco, do Facho, do Barroso e ao longe as serras do Marão, do Alvão, e do Corno de Bico, Nevosa desta serra do Gerês. Seguimos para (N) para o Prado Lomba de Pau, estamos a trilhar em azimute para a grande mariola que faz entrar novamente no trilho que passa mais abaixo desta montanha, que nos guia para o Prado Lomba de Pau.

Prado Lomba de Pau está a 1330m de altitude e temos já percorrido 5,90km, é um prado alagado por pequenas poças de água das recentes chuvas. Aqui alivia-mos as costas das mochilas e repousamos para almoço, são 12:40H abrimos as mochilas retiramos os queimadores a gás e toca pôr água aquecer para cozer as massas, entretanto sentimos um aumento de vento e sentimos pequenos flocos de neve a cair sobre nós, foi um momento incrível, tínhamos previsto queda de neve acima dos 1000m e lá estava ela! Durou pouco, mas foi bem bom mais do que isso teríamos de nos abrigar ali no pequeno abrigo enquanto almoçávamos. No fim de termos tomado o café quentinho depois do almoço seguimos a rota bem mais compostos, desde das energias às físicas lá vamos nós, entretanto ouvimos vozes de um pequeno grupo a aproximar, vinham de Leonte a percorrer o trilho dos Prados, uma breve apresentação individual continuamos o trilho a caminho do Prado do Conho, onde este grupo ficaria para almoçar dito pelo Sr. Vergílio a ementa era Costeletão de novilho a Sra. Messe vinha a ler o mapa do GPS pois em termo de conversa e troca de ideias chegamos às mariolas que no fundo avista-se o Prado do Conho é uma descida por rocha saibrenta que deu para a Sra. escorrega e dá com o traseiro na rocha, são as mazelas de uma caminheiro.

Prado do Conho está a 1270m de altitude a uma distância do prado anterior de apenas 1km, entramos no prado sai logo avista o grande penedo e uns Carvalhos-Negrais centenários, ao fundo a Cabana do Prado do Conho onde iriam almoçar estas três pessoas, despedimos do grupo e seguimos a nossa rota, pois temos 3:30H de Sol e estamos mais ou menos a meio do trilho seguimos as grandes mariolas que nos guiam até ao próximo prado que está perto dos 2km deste, o trilho é bastante trilhado pois nota-se bem entre a carqueja, num raio de 360º a paisagem é maravilhosa digna do nosso tempo ali perdido a fotografar as cores das nuvens com os cumes esbranquiçados das montanha, ambos parámos de repente e com gestos sinalizamos que ouvimos um curto uivar e mais nada se ouviu naqueles minutos que estivemos imóveis, poderia ser lobo mas como está muito vento nos cumes até parece que o Aeolus está para lá do Vale do Homem, essa força do vento poderá trazer mais chuva ou mesmo neve, avistamos umas ruínas ao longe ao passar pelas grandes mariolas que indica a chegada ao Prado da Messe.

Prado da Messe está a 1184m de altitude e na extensão do nosso trilho de 9km, o Prado da Messe é bem maior dos que os anteriores, tem consideravelmente uns 700 metros de comprimento entre duas grandes montanhas, chegamos à Cabana do Prado da Messe que descansamos um pouco antes de partir novamente, entretanto visitamos o interior da cabana que bem se passava uma noite de verão pois de inverno temos de arranjar lenha para nos aquecer, aqui também tem os Carvalhos-Negrais e um deles já caído de tronco branco sobressai do verde da erva e os cogumelos amarelos que lentamente vão consumindo. Mochilas novamente às costas, seguimos para o nosso ponto seguinte Prado dos Caveiros mas até lá subimos um pouco mais a montanha para descer até lá, que avistamos no topo desta montanha um Cavalo Garrano que nos observa curiosamente enquanto o resto da manada afasta-se lentamente à nossa aproximação, ao descer a montanha já podemos avistar os Prados dos Caveiros.

Prados dos Caveiros está a 1100 metros, aqui passamos pelo cume da montanha não descemos pois já estamos com 11km e faltam mais 5km até á Casa do Guarda Florestal de Leonte e temos menos de 1:40H de iluminação solar, sabemos que é por estrada mas ainda nos falta descer o trilho em zig zag até á cota de nivél da estrada, por isso ficou registado a foto panorâmica e seguimos a marcha, o trilho até á estrada é sempre a descer e com alguns pontos que ter uma necessidade de atenção pois escorrega ou torcer um pé nas pedras soltas, mas não é difícil isto se tivermos o piso seco e sem neve ou gelo, pois essas condições altera e muito a dificuldade. Em 2km do trilho descemos 422 metros de altitude até á estrada da Mata de Albergaria.


Estrada da Mata de Albergaria finalmente o ponto mais plano para descansar as pernas da travagem frequente da descida, aqui a progressão é mais rápida, mas temos uns 3km por percorrer até ao ponto inicial e parece que não o alcatrão após de andar na montanha também cansa, mas o problema é a passagem dos automóveis que passam deixam o rasto do combustível queimado que nós vimos purificados da montanha que logo sentimos esse desagradável cheiro, por agora é aguentar, e a chuva começa a cair mesmo no ultimo quilometro já anseio a chegada para comer uma barra pois já tenho as energias mais baixas, tirando o cansaço a caminhada é agradável pela mata de Albergaria os tons castanhos do Outono que encham as bermas da estrada de folhas, e pronto chegamos á Casa do Guarda Florestal de Leonte.

Foi um lindíssimo trilho que aconselho, considero o trilho moderado nestas condições atmosféricas.
Álvaro Rego Pinto
PNPG - Leonte 06 de Novembro de 2016 

Detalhes do trilho para o GPS:

Informação do Trilho: Não Sinalizado
Dificuldade: Moderado
Equipamento GPS : Garmin eTrex20 
Companheiros: Álvaro Rego Pinto e Maurício Lopes.